Rafael Dabul Fotografia | fotógrafo | retratos

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Que fantástico poder a fotografia exerce no imaginário popular. Desde a popularização da fotografia, ter estado em algum lugar significa uma foto sua no local visitado. Como se fosse o troféu de uma caçada, cada foto imortalizando a memória e documentando, de maneira inquestionável, o feito realizado. Troféu esse para ser exibido para familiares, amigo e para ajudar a memória se impregnar sobre aquele lugar naquele tempo. 

Há décadas atrás seria necessário um profissional para se obter tais troféus, o fotógrafo de praça mais conhecido como lambe-lambe. Mas com a crescente expansão da fotografia digital este profissional ficou obsoleto e em vias de extinção, pois cada um poderia obter seu próprio troféu com sua câmera digital, ou até celular. No entanto, nas Plazas de Armas de cidades peruanas eles ainda podem ser encontrados, aos bandos, vagando entre bancos, gramados e chafarizes esperando por qualquer um que requisite seus serviços. Como fênix renascidos, totalmente adaptados às novas tecnologias  com câmeras e impressoras digitais, estes fotógrafos persistem e dão sobrevida a sua arte. Arte de criar imagens e eternizar momentos.  Casais enamorados, famílias vindas do campo, pessoas a muito longe de casa e até mesmo turistas munidos de câmeras, todos confiam ao fotografo de praça a responsabilidade pela memória futura.  Intrigante se pensar nestes profissionais, investidos de tamanha responsabilidade mesmo nos dias de hoje quando a fotografia é algo um tanto banalizado. 

Como estes clientes os vêem? Por que acreditam neles como ‘fazedores de imagens’ quando podem fazer com suas próprias câmeras? Que valor diferenciado tem esta foto tirada por um ‘profissional’?

 


- Rodrigo Wolff Apolloni

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